Pular para o conteúdo principal

Lágrimas de Sangue e Outros Contos - Lançamento


É com muita alegria e entusiasmo que venho até vocês, leitores, com o anúncio de “Lágrimas de Sangue e Outros Contos”. Dividido em onze contos, o livro tem como temática principal a loucura humana e sua relação interpessoal e seus reflexos sociais.
Ao escrever “Lágrimas de Sangue”, tive como influências o simbolismo de Baudelaire e de Augusto dos Anjos, além do realismo doloroso de Dostoiévski. Os contos não possuem relação entre si além do aparente descaso que as personagens sofrem.
Algumas histórias se passam em tempos pretéritos, já outras refletem a era contemporânea e a solidão do homem moderno. Narrados por um sentimento onírico, os contos podem provocar compaixão, horror, reflexão e até empatia pelo caos da vida das personagens.
O livro será lançado no dia 11 de agosto de 2018, na Bienal Internacional de São Paulo, no estande da editora Scortecci, Avenida 1, Rua N, onde estará à venda desde o início do evento. Eu, o autor, estarei presente em todos os dias da Bienal, ansioso para conhecer os leitores do Caderno do Escritor para discutirmos sobre literatura, arte e afins. O livro já está disponível na Livraria Asabeça e parceiras, e pode ser adquirido aqui.
Com muita felicidade, espero encontrar todos os leitores na Bienal do livro.


Sinopse

Paixões insanas, ressentimentos conjugais, sede de guerra, exploração humana, o diálogo constante entre a razão e o sentimento – ou entre o tangível e o sensorial. Lágrimas de Sangue e outros contos é um livro sobre pessoas, em tempos históricos e locais geográficos variados, sem conexão entre si exceto pelo aparente descaso explorados em suas narrativas. Sem considerações românticas ou situações de puro épico, em cada conto os personagens são convidados a dialogar com o leitor, ilustrando de forma crua a situação em que vivem.


Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A hora da estrela - A epifania da morte

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré- história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou. Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.  Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré- pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa esta histór...

Palavra do Poeta - Dia 23 de dezembro

Acesse a Parte I Acesse a Parte II 23 de dezembro Quando cheguei no trabalho, Douglão saiu chorando do escritório do chefe. Quando ele me viu, veio em minha direção, com um olhar que mataria um animal. Deu um berro e esmurrou minha cara com um soco que só vi em filme de gringo na tevê. Mathias conseguiu puxar Douglão para trás enquanto ele gritava: “Imbecil! Babaca!”, além de outras baixarias. Uns seguranças do shopping viram a confusão e levaram o Douglão. Não estava entendendo nada, até que o chefe veio me ver. Ele tinha demitido Douglão. Começou com uma série de desculpinhas como: “corte de gastos”, “tempos de crise” e “dificuldade econômica”. Entendi então que eu fui o responsável pela demissão de Douglão. Abaixei os olhos, concordando com o chefe. Pior que Douglão era um cara legal. Fui lavar o rosto, a mando do chefe, para tirar a mancha de sangue que escorria do meu nariz. Quando sai do banheiro, já tinha um cara no lugar de Douglão. No meio da tarde, o chefe me cha...

Cidade Invisível - Folclorização e Epistemicídio

 Quando foi anunciada, há cerca de um mês, tive minhas dúvidas quanto à série "Cidade Invisível". Um romance policial clássico, tendo como protagonista um oficial da Delegacia de Proteção ao Meio-Ambiente do Rio de Janeiro, que investiga a disputa de terra entre uma empresa e os cidadãos pacatos da Vila Toré... mas com um elemento a mais, que a diferencia das demais séries: a utilização de elementos e personagens do "folclore" brasileiro. E é nessa questão que as principais discussões quanto à produção se deram, questionando o que tal liberdade criativa significa em um contexto sociocultural. Então, mais intrigado pelos debates do que pela premissa em si da série, rendi-me a ela. Não há nada de novo em Cidade Invisível. E não digo isso necessariamente como uma crítica. Eric (Marco Pigossi) é o policial clássico, amargurado pela perda da esposa e se vendo obrigado a restabelecer um vínculo emocional com a filha, em cenas clichês de sentimentos desestabilizados por tr...