Acesse a Parte I Acesse a Parte II 23 de dezembro Quando cheguei no trabalho, Douglão saiu chorando do escritório do chefe. Quando ele me viu, veio em minha direção, com um olhar que mataria um animal. Deu um berro e esmurrou minha cara com um soco que só vi em filme de gringo na tevê. Mathias conseguiu puxar Douglão para trás enquanto ele gritava: “Imbecil! Babaca!”, além de outras baixarias. Uns seguranças do shopping viram a confusão e levaram o Douglão. Não estava entendendo nada, até que o chefe veio me ver. Ele tinha demitido Douglão. Começou com uma série de desculpinhas como: “corte de gastos”, “tempos de crise” e “dificuldade econômica”. Entendi então que eu fui o responsável pela demissão de Douglão. Abaixei os olhos, concordando com o chefe. Pior que Douglão era um cara legal. Fui lavar o rosto, a mando do chefe, para tirar a mancha de sangue que escorria do meu nariz. Quando sai do banheiro, já tinha um cara no lugar de Douglão. No meio da tarde, o chefe me cha...
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